Resumo:
Guiado por uma escrita atenta à complexa rede conceitual que sustenta a dimensão utópica do projeto cosmopolítico dos direitos humanos, e por um cuidadoso olhar lançado às formas fílmicas que se valem dos arquivos, Marcelo R. S. Ribeiro indaga de que maneira as imagens, tensionadas pela aparição do inimaginável – sob o desumano registro da barbárie e das distopias – podem tornar possível imaginar, ainda assim, algum mundo comum entre os filmes e seus espectadores. Eleito como um aparelho cosmopoético, o cinema – por meio dos gestos de rememoração e montagem – salva e faz sobreviver as parcelas de humanidade inscritas nas obras de Samuel Fuller, Emil Weiss, Orson Welles, Claude Lanzmann, Alain Resnais, Mikhail Romm e Jean-Luc Godard. (César Guimarães, UFMG)
Referência:RIBEIRO, Marcelo R. S. Do inimaginável. Goiânia: Editora UFG, 2019, 192p.